quinta-feira, 29 de julho de 2010

crie sua horta suspensa


a falta de espaço, a praticidade, a originalidade são agentes facilitadores pra uma proeza engraçada: criar uma horta vertical, utilizando uma sapateira.
garimpando verdurinhas para o blogg, deparei com aquilo que chamou a atenção pelo inusitado, e por abrigar particularidades bizarras, a ponto de minimizar as diferenças existentes entre, uma horta num quintal, e uma horta no interior de um apartamento.
a horta na sapateira é fácil de criar, fácil de manter, e se adapta a qualquer parede ou porta de uma casa ou apartamento.
encontrei num blogg, o rainha da sucata -
aqui - fotos, e a explicação, direitinho, de como fazer brotar verdurinha onde, antes, brotava sapato.

horta é o nome de uma cidade portuguesa.
horta é a tradução pro grego moderno de χόρτα, ou χόρτο, no plural.
horta significa grama, ou vegetais verdes.
a grécia é uma horta a céu aberto. a fartura do verde inclui desde ervas daninhas e não comestíveis para humanos e animais, até as folhas frescas da alcaparra, a chicória, o tomilho, orégano, menta, alho, cebola, endro e folhas de louro, manjericão, funcho ... existe uma infinidade de tipos que crescem dependendo da região e da estação. a culinária grega é, fundamentalmente, vegetariana, muita sopa, muita salada, e tudo temperado com muito limão e azeite de oliva.
os vegetais salvaram o povo grego da fome em situações difíceis da história, como a segunda guerra.

cria uma hortinha suspensa, colhe algumas verduras fresquinhas e faz uma salada grega:


verduras frescas da sua escolha
2-3 colheres - sopa - de azeite de oliva
3 dentes de alho amassados ou picados
1 xícara - chá - de água com 1/4 colher - chá - de sal marinho
pimenta preta, fresca ralada
limão cortado, dependendo de quantas pessoas você convidar

lave as verduras e não precisa secá-las.
doure o alho no azeite, sem queimar. quando ele começar a mudar a cor, adicionar as verduras e mexer bem. adicione a água e deixe ferver por 5 minutos. retire a verdura com uma escumadeira, escorrendo a água. sirva com o limão, separadamente, para que cada començal esprema o suco fresco sobre os verdes, e ao seu gosto.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

o que tem de sobremesa???



de açúcar saudável, um dos produtos derivados da cana, o que eu entendo é que o mascavo, o açúcar em seu estado mais puro, petrificado, cor caramelo e marrom, é a cristalização do mel-de-engenho, é extraído após o primeiro cozimento do caldo da cana, e conta com grande teor de melaço.
o açúcar demerara, é o resultado da purgação do mascavo, é granulado, da cor bege, e também conta com um bom tanto de melaço.
ambos, mais saudáveis que o refinado são utilizados, aqui no lar, sem parcimônia.
um bolo simples, adoçado com o açúcar demerara, o resultado é uma crosta meio puxa, meio meladinha, tudo de bom.
o açúcar mascavo é a melhor alternativa pra qualquer tipo de calda. o pudim de leite fica melhor se, no fundo da forma para pudim, em vez da calda, for colocado o açúcar mascavo, sem ferver, sem derreter, sem dar ponto, sem mais nada.
a relação de vantagens do açúcar mascavo comparada à do açúcar refinado, branquelo e sem graça, é muito superior. o moreno saboroso e versátil tem menos carboidratos, menos calorias e muito mais cálcio, magnésio, cobre, fósforo, potássio.
um bolo adoçado com o mascavo também resulta numa especialidade menos doce e muito mais saborosa.

não é uma escolha, é uma tendência, criar e fazer comidinhas salgadas.
porém, pra não cair na mesmice do shakespeariano romeu and juliet, há de se ter criatividade, fator fundamental, quando se trata de doces.

ovos fritos

medidas:
colher = sopa

camuflagem
1/2 litro de leite
1 lata de leite condensado
1 vidro de leite de coco
1 lata de creme de leite
3 colheres de sopa de amido de milho
1 lata de pêssego em calda

câmeras, ação!!!
cozinhe em fogo baixo, uma mistura de leite, leite condensado, leite de coco e o amido de milho.
fique mexendo até engrossar. retire do fogo, deixe esfriar e acrescente o creme de leite.
para servir coloque algumas colheradas do creme em um prato, ajeitando de forma que fique parecendo a clara do ovo frito.
sobre ela ponha uma metade de pêssego em calda, com o dorso redondinho voltado pra cima, imitando uma gema.
pra criar um clima espalhe um pouco de calda para parecer o óleo da fritura.

peras, bananas e abacaxi ao forno

medidas:
copo = 250 ml

3 peras cortadas ao meio sem cabinho, sem a bundinha, sem o miolo que contém as sementes
6 bananas nanicas, maduras, sem a casca
um abacaxi, descascado, cortado no sentido do comprimento, sem o miolo
açúcar mascavo
1 copo e 1/2 de pinga, conhaque ou vinho branco

aqueça o forno a 180 graus.
em uma assadeira de vidro refratário - se não for grande suficiente, reserve outra e tente distribuir as frutas nas duas assadeiras - espalhe uma camada de açúcar mascavo, suficiente para cobrir toda sua extensão, sem deixar aparecer o vidro. calcule, mais ou menos, uma camada de 5 mm.
sobre o açúcar deposite as frutas. regue-as com a pinga, o conhaque ou o vinho. por fim, cubra as frutas com outra camada de açúcar mascavo. cubra com papel alumínio, e leve ao forno pré aquecido. deixe por 40', retire o papel alumínio e deixe até que forme uma calda grossa.

torta, pie, tourte, tarte, ...

alimentar, a mais primitiva e eficiente demonstração de amor.
alimentar é um ato convivente e uma boa torta se presta a isso, conviver, convidar, convivas.
um feriadão, plena sexta-feira de julho, férias, final da copa do mundo, me arrisquei numa outra invensão culinária, pra tornar ocupadas as bocas de alguns torcedores que insistem em praticar uma vuvuzelada derradeira, fechando com o prazer e com a plenitude do sabor.

essa viagem à áfrica, em meio a geografias de intermináveis planícies, estádios modernos, históricos e ricos simbolismos, uma alegria dopada, uma alegria a cores, enganou meus sentidos.
loucura essa áfrica do sul e seu povo. produz festas tão boas na pulsação essencial e rústica, que me carregaram pra dentro das linhas melódicas dos batuques originais ornados pelo zumbido das vuvuzelas. porra!!! os caras não estão de brincadeira. eles sabem festejar.
a minha grande contribuição foi juntar ingredientes e festejar à minha moda, silenciosamente, criando, cozinhando, alimentando.


“o prazer de comer é, desde há muitos séculos, na nossa cultura, um prazer convivial: um prazer que se gosta de usufruir em comum. pode-se comer só e beber só quando se é a isso constrangido para satisfação da necessidade de matar a fome e matar a sede, mas a procura da voluptuosidade do paladar em solitário é um vício que a moral condena. as sociedades utilizam os prazeres da vida para estabelecer ou fortalecer os laços sociais e na maior parte das sociedades a refeição partilhada é um instrumento de sociabilidade. a refeição deverá ser uma celebração, uma festa onde o prazer se divide entre as pessoas. prazer de matar a fome, alegria por tomar contacto com um prato e honrar uma receita necessariamente sacralizada, e de ver os outros comungar com a mesma exaltação.
foi com exaltação e muito prazer que reparti mesa e mantel com todos os meus convidados presentes nesta recolha.
amizades, afinidades e simpatias proporcionaram-me refeições de memória e é dessa memória que aqui dou conta.” disse, alfredo saramago.

o que sabemos sobre a torta?
o bolo é uma preparação de alimento assado em forma redonda, cujo nome originalmente é descrito como um pão círcular - torta em latim.
a torta é feita com uma crosta de massa enfeitada recheada com uma mistura de carne bovina, de aves, de peixe ou legumes temperada com ervas e ingredientes complementares ou doce, com frutas e creme.
a cobertura é uma redução da mesma massa formando uma capa. mas há aquelas sem tampa, as tortas com bordas elevadas.
tortas se prestam a adaptações, e variadas maneiras de fazer. são versáteis, completas, ricas.
na cozinha medieval - leia [...] - e do renascimento foi uma receita das mais comuns. redondas, decorativas e grandes, recheadas com carne de ovelha, de bovino, de porco ou com especiarias e uvas passas, recortadas nas bordas e enfeitadas com bandeiras e brasões dos convidados.

o que se diz é que torta é feita em forma redonda e que em forma retangular não é torta. mas, a sabedoria popular mudou esse conceito. torta é todo alimento feito de massa recheada que vai ao forno para cozinhar.
aqui e agora, a receita da massa é líquida, prática, feita no liquidificador que, sem o recheio, se presta a virar um delicioso bolo salgado e simples, se assado na forma de buraco no meio. apresente um café fresquinho, e as fatias quentinhas vão querer uma porção de manteiga, requeijão, margarina, ...

medidas:
colher = sopa
xícara = chá

convidados sempre esbanjam energia. estão alegres pelo convite, pela companhia, pela quebra de rotina ... mas tenho um defeito, com ou sem convidados, não sei cozinhar pra pouca boca. as minhas receitas são enormes e, como sempre, pensei numa receita grande que, portanto, precisa de espaço. aconselho o uso de uma assadeira de vidro conhecida como lazanheira descrita aqui.

recheio primeiro:
1 colher de manteiga
azeite 1 colher do meu tempero - a receita está aqui
1 lata de milho verde batido com a água
250 ml de leite
1 pacotinho de creme de milho verde
1 caixinha de creme de leite

recheio segundo:
550 g de muçarela picada
500 g de presunto picado
240 g de molho de tomate - costumo usar uma embalagem de molho pronto, sabor pizza

a massa:
18 colheres de farinha de trigo
1 tablete de caldo de galinha ou outro de sua preferência
5 ovos
3/4 de xícara de óleo
3 xícaras de leite
4 colheres de queijo parmesão ralado ou 150 g de queijo gorgonzola
2 colheres do meu tempero - a receita está aqui - ou 1 cebola pequena e 3 dentes de alho
1 e 1/2 colheres de fermento químico

confecção e montagem:
ligue o forno, e unte a assadeira com azeite. reserve.

prepare o primeiro recheio: bata no liquidificador o milho, o creme de milho e o leite. não lave o copo do liquidificador. reserve.
aqueça o azeite e a margarina - em dupla, evita que a manteiga ou a margarina queimem - acrescente o meu tempero, deixe fritar sem escurecer, abaixe o fogo, e acrescente o creme contido no liquidificador, deixe engrossar, acrescente o creme de leite. reserve.

segundo recheio: numa vasilha, misture o presunto picado, a muçarela picado e o molho de tomate, misture bem, com as mãos. reserve.
os ingredientes da massa devem ser batidos no mesmo liquidificador, não lavado, no qual foi batido o milho - truquezinhos culinários benfazejos - alternando os ingredientes, e começando pelos líquidos. mas, ao colocar o fermento, agregue-o à massa misturando com uma colher ... dê, apenas, uma curta batida.

feito isto resta montar os recheios em ordem:
metade da massa
primeiro recheio
segundo recheio
metade restante da massa.

sanduiche cremoso

"uma viagem por dentro do universo alimentar é, antes de tudo, um percurso de paladares às regiões da memória. é chamada de todas as nossas capacidades físicas e intelectuais, que nos ampara através de uma concentração no nosso imaginário, tendo em atenção o nosso atual cotidiano. nas sociedades - ditas avançadas - onde se come tanto pelo prazer como por necessidade de alimento, estar à mesa é, muitas vezes, uma forma de introspecção, procurando uma eterna e infinita forma de acomodação entre os sentidos e a maneira possível de os satisfazer." disse, alfredo saramago.

sanduiche cremoso



monte o sanduiche numa assadeira de vidro refratário, alta, daquelas onde se assa lasanha - sugiro a assadeira retangular de vidro, grande, funda - lasanheira - capacidade: 5,25 litros, dimensões: 404x249x70mm

ingredientes
24 fatias de pão de forma da sua preferência - eu uso o de grãos, aveia, integral etc
500 g de muçarela ralada
400 gramas de fatias presunto
240 g de molho de tomate
manteiga para untar a assadeira
2 colheres/sopa, cheias, de farinha de trigo integral
2 xícaras/chá de leite
1 lata de milho verde - bata no liquidificador, os grãos e a água
1 tablete de caldo de legumes
2 colheres/sopa, cheias, de manteiga
1 caixinha de creme de leite - 200 g
3 ovos inteiros

preparando
pré-aqueça o forno, em temperatura média.
faça o molho branco:
numa panela, em fogo baixo, derreta a manteiga e o caldo de legumes. acrescente a farinha, misture, e acrescente o leite. misture a farinha e o leite, e junte o milho verde batido. mexa cuidando para não empelotar. quando engrossar, mexa por uns 5 minutos. desligue o fogo e acrescente o creme de leite. reserve.
unte/pincele a assadeira com a manteiga, para a montagem.
distribua 6 fatias de pão de forma na assadeira untada. se for utilizada a assadeira sugerida por mim, no início da receita, 6 fatias forram muito bem, a superfície da assadeira.
cubra, cada uma, separadamente, com duas colheres/sopa de molho de tomate e espalhe.
em seguida coloque, sobre cada fatia de pão, uma fatia, dobrada ao meio, de presunto. sobre ela coloque um punhado - mais ou menos 2 colheres/sopa - de muçarela ralada. cubra com 1 colher/sopa, farta, do molho branco com milho que está reservado.
coloque outra fatia de pão de forma, e repita a sequência, até que sejam colocadas 4 fatias de pão de forma, uma sobre a outra, intercalando com os ingredientes conforme a ordem utilizada na primeira sequência, assim: pão, molho de tomate, presunto, muçarela, molho branco com milho. finalize com o pão.

finalizando
junte e misture os 3 ovos inteiros, ao molho branco com milho que restou na panela.
sobre cada uma das últimas fatias de pão, a quarta, coloque duas colheres/sopa de molho de tomate. espalhe. acrescente um punhado de muçarela ralada e despeje o molho branco com milho misturado aos ovos, sobre a muçarela. calcule para que todas recebam uma farta e semelhante, porção de molho branco.
leve ao forno pré aquecido para cozinhar o ovo, e gratinar.

o tempo de forno cada um sabe do seu ... é pra deixar derreter a muçarela, e gratinar.

com as aparas do pão, faça torradas.

abracadabra et, voilà!!!

é bolo??? é pudim??? então é o quê???

os portugueses são os responsáveis pela invenção da melhor das sobremesas, o pudim!!!
os doces portugueses primam pela abundância de ovos, e os pudins não ficam nada a dever aos demais. incorporam o côco, o pão, milho verde, queijo, as próprias claras e carregam a estrela da economia, pois, evitam o desperdício do pão amanhecido ou das claras que sobraram do quindim, pão de ló ou da ambrosia.
se no princípio de seu tempo, sua sina era ser cozido em banho-maria, no forno ou na boca do fogão, de lá pra cá sofreu inúmeras variações, ficou salgado, virou mousse e foi incorporado a outras receitas, as de bolo, por exemplo, podendo, enfim, ser assado como tal.

a receita é bolo/pudim de milho

preparando a massa do bolo:
4 colheres de sopa de açúcar
100 gramas de margarina
4 gemas
½ lata de leite condensado
1 ½ xícaras de fubá
1 xícara de farinha de trigo
1 colher de fermento
4 claras em neve

e prepare
bata o açúcar com a margarina e as gemas na batedeira.
junte o leite condensado e o fubá. com uma colher, misture a farinha e o fermento, por último, as claras em neve.

preparando o pudim:
bata no liquidificador:
2 latas de milho verde sem a água
1 lata de leite condensado
1 lata de leite
3 ovos

na linha de montagem:
despeje em uma forma de buraco no meio, untada, caramelizada, a massa do bolo - no lugar de fazer o caramelo, pode espalhar uma camada de açúcar mascavo, de 1 cm ou 1 1/2 cm de altura.
despeja por cima, o pudim.
asse em forno pré-aquecido até dourar bem. a temperatura do forno deve equivaler a 180'.

abracadabra et, voilà!!!

bife de panela de pressão ... que invensão!!!

a leitura será melhor aproveitada, se os links em negrito forem abertos.

bife de panelaa física explica: se a pressão do ar é maior, a temperatura de evaporação da água é mais alta. e, se a panela de pressão, respeita esta lei, ela cozinha os alimentos em menor tempo. ao lembrarmos que em cidades à beira mar o alimento cozinha com maior rapidez, fica fácil entender o princípio da panela de pressão: a pressão ao nível do mar é maior, portanto, os alimentos cozinham em menos tempo.

é neste clima esquentado e explosivo, que tem início a saga da panela de pressão.

cozinhar nas alturas - ocorre com alpinistas, por exemplo - exige grande dose de paciência. significa dizer que, a grandes altitudes, a pressão atmosférica é menor e o líquido demora a entrar em ebulição. consequentemente, o alimento gasta mais tempo e muita lenha para alcançar um ótimo estágio de cozimento. a pressão no interior de uma panela, idêntica à pressão que existe em locais ao nível do mar, possibilita alcançar uma temperatura de cozimento acima de 100 °C. é este o princípio da panela de pressão utilizado por denis papin, matemático e inventor.

a história atribui ao francês, denis papin, que passou por aqui entre 1647 e 1712 (?), a idéia da panela de pressão. lá pelos idos de 1679, ele criou um pequeno trambolho, o digestor ou marmita de papin: uma panela de ferro fundido, hermeticamente fechada por uma tampa com válvula. a válvula serve para estabilzar a pressão no interior da panela, e é munida de peso suficiente para ser erguida quando a panela alcança uma determinada pressão. isto refere explosão, caso a válvula entupa, então, para evitar um desastre culinário de valor inestimável, uma segunda válvula, a de segurança, foi acrescentada aos modelos modernos.

em 1905, as panelas de pressão ainda eram de ferro fundido.

e a receita é!!!

bife de panela de pressão

bife de panelanão menos saborosas, são as práticas receitas de bolo de liquidificador ou aquelas cujos ingredientes são colocados numa panela, e cozidos sem refogar, sem fritar, sem mais nada.
bife de panela na panela de pressão, a receita, se presta à uma dessas praticidades culinárias. melhor ainda porque a mesma receita pode ser cumprida com sucesso diminuindo ou aumentando a quantidade dos ingredientes, dependendo da quantidade de comensais.

medidas:
colher = sopa
xícara = chá

o que comprar???

2 kgs da carne de sua preferência em bifes - por exemplo: patinho, miolo de paleta
1 lata de cerveja caracu ou equivalente
240 g de molho de tomate
4 colheres de molho de soja
2 xícaras de água - opcional - este ingrediente eu dispenso. o molho fica mais grosso. cuidar para que a ausência da água não faça com que o molho reduza excessivamente, e grude no fundo.
1 pacote de sopa de cebola
salsinha e cebolinha verde, com fartura, para salpicar

tá com tudo comprado??? então faz assim:

tudo bem misturado, cozinhar por 20' na panela de pressão - contados depois que começa a xiar. para servir, salpique salsinha e cebolinha.

macarrão, legumes e ... pronto!!!


se escrever é um ato positivo e inspirado, per si, escrever sobre alimentos é positivo, inspirado e apaixonante. escritores de alimentos usam criatividade com palavras e com receitas. é o alimento em perspectiva. a cozinha vibrante vem de culturas antigas, e uma coisa puxa a outra. o escrito sobre alimentos conta história, conta lenda.

macarrão!!! discute-se sobre ele não é de hoje. a palavra, vem do grego, vem do latim??? começa daí. fui pedir auxílio à boa e antiga enciclopédia, aquela coleção de livros, letras sobre papel, uma após a outra, sem dúvida, pura confiabilidade!!! lá está escrito que a palavra macarrão, deriva da italiana, maccherone, e quer dizer, pasta fina.
história vai, história vem, e houveram algumas tentativas de relacioná-la com a palavra grega makaria - caldo de cevada - ou com a italiana ammaccare, do latim macerare - ferir ou esmagar - quando se trata do trigo triturado.

não sei bem qual a idéia que estou tendo ao escrever agora, mas talvez haja algo aí mesmo, na reflexão sobre cozinhar e escrever o cozinhado. sei que não pretendo dizer sobre macarrão e marco polo que nasceu em 1254. dizer, o quê??? se 3000 anos a.c. já existia documentação sobre ele, o macarrão. se não, por que os etruscos gravariam em uma tumba, facas, uma rodinha utilizada no corte da massa e um rolo de macarrão???
pensando grossamente na história, até 2010, daria pra montar um bom tanto de texto com estudos da culinária de todos os cantos e um mapa farto de, por exemplo, onde o macarrão iniciou sua jornada e de tudo que acontecia à sua volta.
eis aí uma pequena amostra de como a história se desenrola. no entanto, por ser antiga, e por ser história, ela é dita e localizada de formas diversas. dá um nó no tempo, é atemporal, adquire amplos sentidos e produz sua própria versão dependendo daquele que se diverte especulando e escrevendo sobre ela.

lenda é lenda!!!

o que é de fácil constatação é que a pasta, o macarrão, a massa, se dá ao desfrute de ter uma infinita variedade de formas e se banha, ludicamente, com outro tanto infinito de cores, cheiros, sabores e consistências de molhos.

contudo, não permito terminar este texto sem mencionar o escritor romancista, dentre todos, aquele que mais exultou a alimentação, prerrogativa de quem escreve ficção lembrando que personagens podem ter fome e, até, conseguem saborear alimentos ... eça de queiroz.
se escrever romances é um ato de amor acho que posso fazer valer o pensamento que me brotou desde o tempo em que o porrinha se alimentava por aqui: alimentação, a mais primitiva e eficiente demonstração de amor.

trata-se da receita de macarrão e legumes.

medidas:
colher = sopa

quem vai pra panela???
1 pacote de macarrão
3 abobrinhas médias, raladas
1 pimentão verde cortado em cubos
1 pedaço de abóbora de, mais ou menos, 450 g, cortado em cubos - aquela de fazer quibebe e doce, que chamam de pescoço
1 escarola picada
1 maço de cebolinha verde picada - alguns ingredientes culinários eu os pico com o auxílio de tesoura. a cebolinha é um deles.
1 lata de ervilhas com a água - se não gostar de ervilhas, substitua por milho verde, por cogumelos, ...
3 tabletes de caldo de frango assado, costelinha de porco ou legumes
3 tomates, grandes, vermelhinhos, sem pele, picados
óleo e/ou azeite de oliva extra virgem
2 colheres do meu tempêro

como fazer???
enquanto ferve a água e cozinha o macarrão, frite o tempêro no óleo e/ou azeite junto com os tabletes de caldo. acrescente os tomates deixe apurar e acrescente a abóbora. refogue. acrescente o pimentão. refogue. acrescente a abobrinha ralada. refogue. acrescente a escarola. refogue. acrescente a lata de ervilhas, deixe incorporar todo mundo, e apurar. acrescente a cebolinha verde picada. acerte o sal. misture tudo. desligue o fogo. pronto!!!
apurar pode significar deixar no fogo médio por uns 15 minutos, até que o molho esteja encorpado.
tempere o macarrão, e alerte os comensais, sobre o prazer que sentirão se deitarem um fio de azeite de oliva sobre seus pratos.

é isso.

frigideira, fritando, fritada ...

alimentação, a mais primitiva e eficiente demonstração de amor.

imagine!!! saio da cozinha pra escrever receita de fritada aqui pro assadeira, caio nos braços e abraços da tal portuguesa, inculta e bela, e debruço na leitura das origens de uma iguaria à base de ovos, batatas, frigideiras ou sarténs, uma mistura franco/luso/castelhana cozinhada em manteiga ou azeite.
em frança, a tortilla inspirada na primogênita, a espanhola, data do século XIX e é descrita por georges-auguste escoffier como ovos batidos cozinhados e, nada mais. a omelette, sem dúvida, o alimento mais divertido entre todos. aceita movimento, combinações, posições diversas, se dobra, fica esticada ... versátil pra caramba!!!
tortilla, fritada, omelette, omelet, ... é o verbete do assadeira pra um dos alimentos mais antigos e populares da humanidade. e, acrescento, a batata pode ser substituída ou combinar com legumes - abobrinha italiana ralada, por exemplo - e verduras, carne de peixe ou frango desfiado, embutidos, queijos, e por aí vamos nós.

atenção!!! por hoje, está fora dos planos do assadeira, a tortilla mexicana, tão apetitosa quanto diferente.

em re coquinaria libri decem, da autoria - até que se prove o contrário - de marco gavio apicio/apici caeli/30ac - 37dc, a mais representativa reunião universal de receitas e dicas culinárias, uma importante fonte de referência dos hábitos gastronômicos atribuídos ao povo romano, e cujas primeiras edições datam do final do século XV, é revelada a ova spongia ex lacte, uma tortilla feita, basicamente, com ovos e leite. interessante frizar sobre tortilla, a palavra, que refere a torta, que refere a dar a volta, que refere a volteada, ou seja, cozinhar, tanto de um lado, como do outro.

ainda bem!!! em latim e com palavras, tudo se esclarece.

a receita da autêntica tortilla española, que será publicada a seguir, foi fornecida, via msn, com a ajuda de uma webcam, por um amigo espanhol, o antonio, residente na cidade de murcia.

tortilla española, a receita, na íntegra:

sarten = frigideira
fria = frita
tierna = tenra
mezclando = misturando



ves el tamaño de la patata?
cinco o seis como esta
la cortas muy finas y redondas, como las chip
y media cebolla del tamaño de la patata, muy picadita,
todo junto a fuego lento
en una sarten - sarten, es donde se cocina
con bastante aceite de oliva.
no se tiene que freir la patata, se tiene que cocinar ... poco a poco.
bates 5 o 6 huevos,
queda la patata en el huevo,
se mezcla la patata y el huevo,
luego, le pones aceite a la sarten, y pones todo en ella,
y vas mezclando el huevo y la patata para que se fria,
cuando este le das la vuelta, y cocinas la otra parte
te tiene que quedar fria por fuera, y tierna por dentro.

é isso.

arroz, simples assim

vou, sim, ensinar uma receita de arroz, purinho, branquinho, sem nenhuma alegoria, pois, muita gente não sabe ou não acerta cozinhar o grão amigo de cada dia - no brasil é inimaginável uma mesa sem o arroz.
o arroz é um cultivo, fundamentalmente, asiático. no japão, o arroz é cultivado há muito tempo, aproximadamente 7.000 anos e nas filipinas, os arrozais de banaue, existem faz 2000 anos. os terraços para o cultivo do arroz em banaue, são enormes degraus esculpidos nas montanhas de ifugao, a 1500 metros acima do nível do mar, que se extendem por quase 11000 quilometros quadrados, e os filipinos referem-se a eles como a oitava maravilha do mundo. se os degraus fossem colocados lado a lado, cercariam metade do nosso planeta.
a plantação de arroz em terraços é uma das imagens mais confortantes e bonitas de olhar, e a planta dos arrozais é suave e agradável. a bela paisagem dos arrozais em terraços são para o planeta, uma inestimável herança ecológica.
tanto lá como cá, as formas de plantio variam. elas bailam entre o cultivo irrigado em terraços abertos, feitos em montanhas íngremes, o plantio e colheita com as mãos em lavouras irrigadas com o auxílio de baldes, cuja produção por hectare ultrapassa a brasileira, e a nossa, totalmente mecanizada.
o nosso país é o nono lugar na produção mundial de arroz irrigado e está no rio grande do sul, 85% da produção nacional.
a quase totalidade da população mundial sobrevive com o cultivo do arroz, seja como fonte de renda, trabalho ou alimento. o arroz é parte fundamental na cultura de muitos povos pros quais ele é razão de festejos, simboliza abundância, vida, fertilidade, artes plásticas, música, religião.
no japão, os arrozais, sustentam uma arte espetacular que pode ser vista aqui, em fotos batidas por um bloggueiro perdido no japão - o alexandre - que eu achei pra apresentar a vocês. abram o link - aqui - e leiam as legendas das fotos, que dizem como funciona essa maluquice de arte em arrozal.
japão, um país tão pequeno, com idéias tão colossais.
um pais como o japão, montanhoso, um arquipélago composto por pequenas ilhas, vive daquilo que retira da natureza, ou seja, peixe e arroz.
a melhor referência dessa combinação é o sushi, alimento delicioso preparado com aqueles dois ingredientes.
no princípio, o sushi consistia em deixar o peixe embrulhado no meio do arroz, durante meses, para fermentar. é desse processo que deriva o sushi que se come hoje. muitos restaurantes em tokyo ainda servem assim, o sushi original ou nare-sushi, feito com carpa de água doce. deixar de ser uma forma de conservação do peixe, e passar a quitute apreciado no mundo todo, aconteceu no início do século XX.
as receitas para o preparo do arroz variam de povo pra povo, de casa pra casa, depende de cada cultura, de cada gosto ou dos caminhos que elas percorrem para que sejam disseminadas.

medidas:
concha = sopa
colher = sopa

duas conchas de arroz. lave e deixe escorrer por uns 5 ou 10 minutos. ponha na panela com 2 colheres de óleo. deixe fritar, em fogo médio, até que fiquem sequinhos, soltos uns dos outros - eu chamo isso de pururuca. acrescente duas colheres, fartas, do meu tempêro. sinta o cheiro nessa hora ... é demais!!! refogue por uns 5 minutos, mexendo sempre, atentamente. coloque 4 conchas de água, fria, ou seja, 2 vezes cada tanto do que vc colocou de arroz. coloque um pequeno punhado de sal e experimente. ficou legal??? ótimo!!! ficou sem sal??? vá pondo aos poucos até ficar do seu gosto. deixe cozinhar com meia tampa e fogo médio até que quase seque. quando estiver quase seco, desligue, tampe a panela, enrole num pano e guarde no forno até servir. para um resultado melhor ainda, depois que refogar com o meu tempêro, antes da água, desligue o fogo e deixe descansar por uns 40 minutos. passado esse tempo, coloque a água e ligue o fogo, médio. o cheiro, durante o a fervura é delicioso.
é isso.

sopa de batata e cebola

a batata inglesa é do peru!!!

uma delícia, versátil, prática, acompanha, é prato principal, tem vitaminas e minerais, tira dor de cabeça, resolve muito apuro na cozinha, dá banca de inglesa, nasceu no peru, mais precisamente nos andes peruanos e bolivianos, e é cultivada há 7.000 anos.
disseminada pela europa por conta das aventuras espanholas desbravadoras e devastadoras, a batata - papa na língua quíchua - foi criando vestimentas diferentes através de receitas inventadas aqui e ali, e se tornou um dos principais ingredientes das panelas e assadeiras de muita (o) cozinheira (o) mundo a fora.
esta receita, the best of the best, segundo o povo aqui do lar, é fruto de alguma pesquisa, mas deriva da minha paixão pela cozinha informal, aquela sem obrigação, sem monotonia, cheia de graça. em meio a tudo isso tem o elemento que deveria impulsionar todos aqueles que pisam numa cozinha com a intenção de produzir qualquer alimento, do chá ao mais elaborado prato: a afeição por quem vai ser alimentado. dizer que o alimento foi feito com amor é a frase corriqueira que encerra a mais verdadeira motivação para o sucesso culinário de quem quer que seja.
em verdade lhes digo: a alimentação é o mais verdadeiro, e o mais primitivo ato de amor.

medidas:
colher = sopa

quem sai da dispensa???

10 batatas médias cortadas em cubos
4 cebolas grandes cortadas em cubos
4 cubinhos de caldo de frango com ervas
2 caixinhas de creme de leite - 200 g cada uma
2 colheres, bem fartas, do meu tempero - abra o link e leia a receita
2 colheres, bem fartas, de margarina
3 colheres de azeite de oliva

quem entra na panela???

numa panela grande, aqueça o azeite e a margarina, acrescente o tempêro e os cubinhos de caldo, deixe fritar um pouco, coloque as cebolas e as batatas e refogue por 5 minutos.
acrescente água suficiente para cobrir e ficar 2 dedos acima do conteúdo da panela.
deixe cozinhar, até que a batata esteja molinha.
bata no liquidificador ou direto na panela com o auxílio do mixer, acrescente o creme de leite, bata mais um pouco, deixe incorporar todo mundo e ... bom apetite!!!
colocada em tigelinhas de barro ou louça, coberta com queijo ralado ou fatias de mozzarella, e levada ao forno para gratinar, esta sopa que, simples assim, é uma catástrofe, se transforma em algo retumbante.

é isso.

meu tempero ... tempera tudo

este tempero deveria ser a primeira receita a ser publicada. afinal, com ele são temperados os pratos salgados do meu blogg.
quanto às medidas, vou tentar orientar os meus quase 19 leitores da forma mais prática possível, para que fiquem à vontade, seguros e livres para adaptar ao seu gosto. criar e inventar é um bom lema na cozinha.
ingredientes:
3 cebolas grandes
2 cabeças de alho
1 potinho/200 g de alho picado - industrializado que se encontra em qualquer mercado 1/2 xícara de óleo - evita que crie água
1 maço de coentro - opcional - se for usar, ele pode ser substituído por 1 maço de manjericão ou por 2 maços variados ... coentro e salsinha ou manjericão e salsinha ... 15 folhas de louro opcional

preparando:
bater todos os ingredientes no liquidificador, armazenar num pote de vidro, limpo e seco, com tampa plástica, e guardar na geladeira.

as ervas: louro, salsinha, manjericão, coentro, ... são opcionais. eu gosto muito porque alegra o tempero, e agrada ao meu olhar.

importante: não coloco sal. assim tenho liberdade para salgar o alimento sem riscos.


sardinha escabeche na panela de pressão


ótima oportunidade para a sardinha abandonar sua condição de espremida, e cair fora daquela latinha pobre, inexpressiva e minúscula. um peixinho que tem sua origem no mar da sardenha - sardenha, sardinha, bem apropriado - não poderia ser tratado assim. afinal, um dia, ter se rebelado contra o espaço limitado que lhe oferecia o mar mediterrâneo, e disseminado cardumes e mais cardumes oceanos afora, não teria sido em vão.
além de comuns e baratas - in brazil - são deliciosas e possuem a gordura boa que fornece, a quem se alimenta delas, o poderoso ácido graxo ômega-3 encontrado em peixes estrangeiros de estirpe, habitantes de águas geladas.
aqueles, precisam armazenar gordura pela sobrevivência em seu ambiente, e a sardinha, que vive em águas temperadas, armazena a mesma gordura como reserva de energia, pra manter sua vida migratória, aventureira e agitada.
ingredientes

1 xícara/chá de vinagre
1 xícara/chá de azeite ou óleo de boa qualidade
1 kg de sardinhas limpas
2 pimentões verdes médios cortados em cubos
1 pimentão vermelho cortado em cubo - opcional
2 cabeças grandes de alho - os dentes cortados em fatias grossas
3 folhas de louro
1 saches de caldo de legumes
1 sache de sazon, qualquer sabor: alho, alecrim, ...
2 cebolas grandes cortadas em tiras
molho de tomate a gosto


preparando

forre o fundo da panela de pressão com azeite, algumas tiras de cebola, um pouco do molho de tomate e alguns cubos de pimentão.
ajeite as sardinhas, e o restante dos ingredientes em camadas sobrepostas finalizando com azeite e/ou óleo, e vinagre.
leve ao fogo, e quando começar a ferver/chiar diminua a chama do fogão e deixe por 20 minutos.
faça de um dia pro outro, pois, a panela deverá ser aberta, apenas, quando estiver fria - recomendo, no dia seguinte.
como prato principal ou entrada, a sardinha escabeche pode ser mantida na geladeira de 10 a 15 dias.
acompanha arroz, salada de batatas, pão italiano, ...

escabeche modificado:
é possível usar a mesma receita, os mesmos ingredientes, proceder da mesma forma depois de cozido, apenas substituindo a sardinha por beringela e/ou abobrinha cortadas em fatias longitudinais ... basta não fazer na pressão, e controlar o cozimento pra que elas fiquem al dente ou ao gosto de cada um.
importante: jamais utilize água!!!

é isso.

bacalhoando com eça de queirós

"... a cozinha e a adega exercem uma larga e directa influência sobre os homens e a sociedade." (eça de queirós em seu texto em prosa, cozinha arqueológica)

além disso, eça de queirós, sitou a culinária em seus livros, muito mais de 2.000 vezes. em os maias, primo basílio e o crime do padre amaro, por exemplo, são páginas e mais páginas a descreverem refeições. a personagem da criada juliana, em primo basílio - uma paixão - é a referência culinária à tradicional sopa lusitana, homônima, feita à base de batata, cenoura e couve. no capítulo VIII de os maias, eça de queirós refere ao bacalhau do poeta alencar, e no crime do padre amaro alude ao banquete do abade de cortegaça ...

inspirada em eça de queirós, nesta páscoa, costumizei a receita da tradicional bacalhoada familiar, e o resultado foi retumbante.

antes, de cumprir a ação prazerosa e divertida de bacalhoar, tem a estória de bacalhau e de vinho

bacalhoada, tal qual, zé nascimento

quem participa???
800 g de lascas de bacalhau dessalgado
1,2 kg de batatas
340 g de molho de tomate
3 pimentões, verdes, pequenos cortados em cubos
1 lata de ervilhas, com a água
1 abobrinha italiana, grande, ralada ou cortada em pequenos pedaços
2 cabeças, grandes, de alho - corte os dentes em fatias grossas
4 cebolas, médias, cortadas em rodelas
azeitonas verdes
azeite de oliva virgem

como participa???
antes de tudo, acenda o forno.
com o tempero de sua preferência, refogue os pimentões, a abobrinha e a lata de ervilhas. reserve.
frite o alho em azeite de oliva. reserve.
corte as batatas e as cebolas. reserve.
numa travessa ou bacia grande coloque o bacalhau, a batata, a cebola, o molho de tomate, a azeitona, o alho, e misture muito bem, com a mão mesmo, até que fiquem, todos os ingredientes, bem juntinhos.
escolha uma vasilha confortável e apropriada para assar esta delícia. pode ser de louça mas se for de barro, com tampa estará cumprindo o padrão.
coloque parte da mistura, intercale com o refogado de ervilhas, pimentões e a abobrinha, cubra com o restante da primeira mistura, regue com azeite de oliva virgem, tampe e leve ao forno, pré aquecido e alto.
o nariz da cozinheira é o melhor sensor. assim que começar a sentir um cheirinho bom, abra a travessa e certifique-se de que há fervura no caldo formado dentro da assadeira. tampe novamente e feche o forno. daí, é dar o tempo para que a batata cozinhe. na próxima abertura da tampa, espete uma rodela de batata com uma faca para sentir se está cozida. se estiver, retire a tampa e deixe dourar. se perceber que a faca entrou com dificuldade volte a tampa, e deixe assim por mais um tempo no forno, até que a batata esteja cozida e tudo pronto para dourar.
fogão, cada um sabe do seu.
o processo de assar, com a assadeira tampada, aqui em casa, demorou mais de 1 1/2 hora. isso por que a alquimia, assistida e controlada por quem lhe fornece o nome, era reclamada a cada minuto, como um choro ... tô com fome ...

é isso.