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segunda-feira, 29 de julho de 2013

pão de banana - sem glúten

"... as antipatias que a cercavam faziam-na assanhada, como um círculo de espingardas enraivece um lobo. fez-se má; beliscava crianças até lhes enodoar a pele; e se lhe ralhavam, a sua cólera rompia em rajadas. começou a ser despedida. num só ano esteve em três casas. — saía com escândalo, aos gritos, atirando as portas, deixando as amas todas pálidas, todas nervosas ...
a inculcadeira, a sua velha amiga, a tia vitória, disse-lhe:
— tu acabas por não ter onde te arrumar, e falta-te o bocado do pão!
o pão! aquela palavra que é o terror, o sonho, a dificuldade do pobre assustou-a. ...
" - eça de queirós/o primo basílio/sobre a criada juliana -
a minha vida tomou um rumo bastante acolhedor, no caminho pra me tornar uma ótima cozinheira, e eu segui aprendendo muito do que há para saber sobre comida, sobre gulodices, sobre agradar pelo estômago, sobre os prazeres da mesa.

e, assim como na vida de uma personagem saída de uma história de eça de queirós - o escritor português cuja obra, em maior escala, menciona a gastronomia como parte da sua fabulação - pude dividir minha intimidade com as panelas, colheres e assadeiras.

este pão é úmido, saboroso, e ótimo para agradar a quem o faz, e a quem senta à mesa como convidado, e sua receita tem um preâmbulo, outra receita, a da farinha de grão-de-bico:

farinha de grão-de-bico caseira, faça a sua!!! é preciso 1 saquinho de grão-de-bico, deixado de molho na água, de um dia pro outro - troque a água enquanto estiver acordada/o.
no dia seguinte, retire da água e deixe secar bem. depois de secos, bata no liquidificador, até formar uma farinha bem fina.
secar os grãos no forno, sem deixar queimar, e depois bater no liquidificador, facilita bastante.
pronto!!! use como quiser.

ingredientes:
3 ovos
1/4 xícara - chá - de mel
1 colher - chá - de essência de baunilha
3/4 xícara - chá - de farinha de grão-de-bico
1 colher - chá - de bicarbonato de sódio
1/2 colher - chá - de canela em pó
1 pitada de sal
1 banana amassada
1 xícara - chá - de nozes picadas
1/2 xícara - chá - de tâmaras e/ou ameixas pretas picadas
1/2 xícara - chá - de uvas-passas
1/2 xícara - chá - de coco ralado sem açúcar
1/2 xícara - chá - de cenoura ralada

preparando:
pré-aqueça o forno em temperatura quente ... depende do seu forno ... homem/mulher e forno, como não canso de dizer, cada um sabe do seu/sua.
envolva as frutas com amido de milho e, antes de utilizar, penere pra retirar o excesso.
unte uma forma de pão - se não tiver, a de buraco no meio serve - com spray de cozinha, com óleo de girassol ou com manteiga.
usando a batedeira - ou a mão - misture os ovos, o mel e a baunilha, até agregar bem.
em uma outra tigela misture a farinha de grão-de-bico, o bicarbonato, a canela e o sal ... adicionar a mistura seca aos ingredientes úmidos. misture tudo até que a massa fique lisa e homogênea.
junte a banana amassada, as nozes, as tâmaras, as passas, o coco e a cenoura. despeje a massa na forma preparada.
asse até que o pão esteja levemente dourado - 35 a 40 minutos - ou até que um palito inserido no centro saia limpo. deixe esfriar antes de desenformar.

notas do blogg: algumas receitas, como esta do pão de banana, exigem farinhas bem fininhas. ao comprar, sinta-as com a mão. farinhas granuladas - a de arroz, por exemplo - dão resultados diferentes. esta é uma questão essencial.
portanto, pra este pão, a farinha tem que ser fininha, como a de grão-de-bico, indicada na receita, que pode ser comprada em lojas cerealistas, ou feita em casa.

um bom passeio, pra quem gosta de cozinhar, e conhecer ingredientes incomuns nos mercados comuns, são as lojas cerealistas, aquelas que lembram mercearias antigas e vendem farinhas, grãos, cereais, sementes, frutas secas, ... a granel.

onde comprar??? em sampaulo, no mercadão, ou na rua santa rosa; no rio de janeiro, no saara, e no mercado de madureira.

poucos paulistanos sabem que, próximo ao mercadão, existe o paraíso de compras gastronômicas. a rua santa rosa e seu entorno compõem a zona cerealista. uma área onde os aromas tomam conta da atmosfera local. a santa rosa tem tudo o que o mercadão tem, com a vantagem do preço ser muito ... muito atraente.

sobre a rua santa rosa/sp

por outro lado, se houver alguma loja de produtos naturais perto de você, que não seja tão versátil, faça-a ser dando sugestões ao dono, ele certamente irá agradecer, pois muitas vezes não sabe o que comprar ou quais são as necessidades específicas da freguesia.

abracadabra et, voilà!!!

requeri/regina claudia

sexta-feira, 19 de julho de 2013

bolo do milho verde da lata, sem farinha

"...
a gente mandona lá de casa
cortava aquele bolo
com importância.
com atenção. seriamente.
eu presente.
com vontade de comer o bolo todo.
..."
- do poema antiguidades/cora coralina -

bater no liquidificador:
3 ovos inteiros
1 lata de milho verde sem a água
1 lata de leite condensado - light ou não
100 gr de coco ralado
1 colher das de sopa de manteiga
1 colher das de sopa de fermento em pó

nota do blogg: não existe, pra mim, nenhuma impedimento pra bater a massa de um bolo, no liquidificador, na batedeira, ou na mão depois de acrescentar o fermento ... nunca nenhum bolo deixou de crescer por esta razão.
porém, se alguém não tiver passado por esta experiência, e preferir desligar o liquidificador e misturar a massa, levemente, pra incorporar o fermento ... fique à vontade!!!

preparando:
ligue o forno a 180º ou equivalente ... homem e forno, cada uma sabe do seu.
unte e enfarinhe uma forma retangular, ou de buraco no meio.
leve ao forno até que o palito saia limpo.
esse bolo fica delicioso e, por não levar farinha, fica molhadinho.

abracadabra et, voilà!!!
requeri/regina claudia

domingo, 24 de outubro de 2010

sozinha (o) ou acompanhada (o), faça uma festa, faça um bolo

mais uma receita de bolo que não leva farinha de trigo.

e quando não há comemoração que transforme um bolo em festa, a gente fica sem ele??? claro que não!!!
pensar nele, conferir ingredientes, imaginá-lo pronto, salivar só de lembrar, já são motivos suficientes pra festejar a saída triunfal de um bolo, de dentro do forno.
ele nem precisa começar por aquele creme do açúcar batido, agregado às gemas e à manteiga, tudo recebendo a pureza da farinha, integral ou não, e por fim as claras em neve, e o fermento. todo mundo junto, batido no liquidificador, é uma iniciativa rápida e eficiente. basta que seja realizada com dedicação e disposição. ter vontade de fazer um bolo, já é razão de sobra pra uma enorme festa.
os sabores, os cheiros, a lambança, o prazer, são como convidados chegando, caso você esteja sozinha (o).
e, se na hora de servir, ele estiver lambuzado por algum creme, sorvete ou rodeado por pedacinhos de frutas frescas e/ou secas??? aí sim!!! é o momento de infinito encantamento.

o bolo, diz a lenda, tem origem entre os deuses da grécia antiga, como homenagem a artemis, deusa da caça na mitologia grega. nos bolos feitos em sua homenagem eram colocadas velas como representação do luar.
por outro lado, dizem que o bolo foi criado no egito antigo e os romanos e gregos lhe deram uma feição de festa que foi determinada no renascimento.

quando chegou à alemanha - idade média - os campesinos festejavam o aniversário das crianças, ao raiar do dia, levando à cama dos filhos bolos com velinhas acesas para que eles apagassem ao acordar. isso não significa dizer que o número de velas correspondia ao número de anos do aniversariante. o bolo tinha, sempre, uma velinha a mais, como representação de continuidade da vida.

seu formato, tamanho, foram ganhando significado no decorrer do tempo.
reis e rainhas foram as cobaias que ajudaram a sacramentar a existência do bolo como objeto fundamental das festas, mormente, dos casamentos.
seja como for, de lá pra cá, ele impera como o d'us das comemorações, homenagens ou, simplesmente, para festejar qualquer momento que cada um de nós determine como merecedor de um bolo, em qualquer canto deste planeta.
no lar, todo mês, no dia 19, ao voltar da escola, o meu porrinha era recebido com um bolo de mesaniversário: chocolate coberto com brigadeiro mole, salpicado com confeitos. simples assim!!!

para a receita de agora, antes de qualquer providência, acenda o forno à temperatura média - cada forno é um forno. o meu, eu aqueço a 180 graus.
unte uma assadeira - redonda ou quadrada - pequena. caso seja grande, dobre a receita



a massa é batida no liquidificador
6 ovos
8 colheres de sopa de açúcar mascavo ou refinado
6 colheres de sopa de chocolate em pó - caso utilize nescau, diminua a quantidade do açúcar refinado. o mascavo, menos doce, pode manter a mesma quantidade
100g de margarina - 1 tablete forno e fogão
100g de coco ralado
1 colher de sopa de fermento químico

leve ao forno - pré-aquecido - por 30/40'.

faça uma cobertura/recheio
1 lata de creme de leite, sem o soro - preferencialmente, nestlé
6 colheres de sopa de chocolate em pó ou nescau
5 colheres de sopa de açúcar - reduza pra metade, a quantidade, caso utilize nescau
1 colher de sopa de margarina/manteiga

tudo junto na panela vai pro fogo, até ferver e alcançar o ponto de mingau. é rápido!!!
cubra o bolo ainda quente e na forma.
enquanto quente, fica uma delícia acompanhado de sorvete!
ou, espere esfriar, retire da forma, divida em duas partes, recheie e/ou cubra.